Posts made in June, 2012

Quem gosta de gordices de milho?

por Ricardo Oliveira

Cheguei em casa e a temporada junina trouxe pequenas gordices pra quem gosta das alegrias magalinescas dessa temporada. Pamonha e bolo de milho é comigo mesmo. Salve, dona Cris!

Sim, tudo feito em casa, com uma mão de milho (ou um abraço, já que medida da mão só é válida para os extintos vikings). Isso aí com café e um pedaço de queijo coalho é muita gordice pra uma pessoa só.

As rainhas, pamonhas...

Bolos e canjicas brilham

E o bolo pé-de-moleque, que leva massa de mandioca, café, chocolate, canela, cravo e castanhas?

Uma visão geral da alegria magalinesca

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Na estrada: Costela de Tambaqui, no Banzeiro, em Manaus

Meu prato!

por Carol Marques

Um roteiro gastronômico na Amazônia é certeza de peixe, claro!

No entanto, o que descobri na viagem que acabei de fazer pra lá é que a surpresa fica nos tipos e nos preparos. Há um mar rio de opções e pra quem quer pescar sabores da melhor qualidade na área urbana a dica é o restaurante Banzeiro. Só um parêntese: banzeiro é a sucessão de ondas causadas por uma embarcação. Nos passeios pelos igarapés, é só no que se fala.

Voltando ao paraíso dos peixes… como era a primeira vez, pedi a especialidade da casa: costela de tambaqui frita. Não, não é somente peixe frito. É de fato algo muito melhor! Incrivelmente saborosas, as costelinhas têm carne branquinha, macia e uma gordurinha de abrir qualquer apetite, envoltas numa capa crocante que só me fazia pensar numa coisa: “por que não tem isso onde eu moro??!!”.

Para os amantes da pimenta, há um molhinho picante de tucupi que fica sobre a mesa. Vale a pena provar!

O prato com quatro costelas serve bem duas pessoas e vem acompanhado de baião de dois, vinagrete, banana pacovan frita e farofa. Guarnições extremamente populares na região, mas que lá têm um gosto um tantinho mais sofisticado. Não surpreende o Banzeiro ser bicampeão na categoria Melhor Brasileiro/Regional na Veja Comer & Beber de Manaus e ainda ter ganho na edição 2011/2012 como a Melhor Costela de Tambaqui encontrada na cidade.

Depois de raspar o prato principal, provei duas sobremesas: Duetto, mousse de chocolate e cupuaçu, e Banana do Banzeiro, um bolo de banana com creme branco e açúcar caramelizado. As duas estavam boas, mas doces demais até para uma doçólatra como eu.

Duetto, mousse de cupuaçu com chocolate

 

Banana do Banzeiro, bolo com banana, creme branco e açúcar caramelizado

Embora todo o resto seja temperado na medida certa, o sal se pronuncia um pouco além do ponto na conta. R$93,90 pelas costelinhas para duas pessoas.

Arrependimento? Qué isso! Não vejo a hora de voltar!

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Achado por aí: muffins do supermercado La Torre e a ABNT dos bolinhos

por Ricardo Oliveira

Deveria existir uma ABNT dos bolinhos.

Bolinho é bolinho. Bolo pequeno. Nada mais. Errado.

Nesse campo cabem cupcakes, bolos de saia, bolos de cueca (sim, há até variações de gênero, ainda que o Google negue… e evitando problemas com a marcha das vadias, não iniciarei o assunto) e muffins. Bolinho de carne não conta. Mas também há confusão nesse cardápio, já que há quem chame de almôndegas ou porpetas.

Meu instinto acadêmico insiste que deveria haver uma categorização, para o bem de quem compra.

As confusões podem ser grandes, além dos constrangimentos desnecessários. Veja você o que poderia suceder se alguém chega na delicatessen pedindo bolinho de saia? Vai dar pra sentir o desprezo do padeiro gourmet vindo da cozinha, como o cheiro forte da última fornada dos bolinhos que ele chama de cupcakes.

- Monsieur, mais respeitô!

Mas se você parar no boteco de beira de estrada, interior da Paraíba, e se meter a besta pedindo aqueles muffins do balcão, tem chance de sair de lá no tiro.

- É o que, homi?! Mâfinho é a mãe!

“Minha mãe conta que chegou por lá e viu um senhor pedindo mais de 10 bolinhos”.As categorias ajudavam. Ok, elas existem, mas eu não podia deixar vocês sem minhas dúvidas.

Muffins são geralmente sem cobertura, menos doces e com recheios em “gotinhas” (de chocolate ou uva-passa, por exemplo) ou calda fina apenas por dentro, “molhando” o bolo – há também as versões sequinhas, quase como um pão. Cupcakes são mais açucarados, confeitados, com cobertura e frufrus.

Estava tudo bem até que dia desses apareceu em casa uma bandeja com quatro bolinhos de chocolate, embalados com plástico filme. Chocolate.

Perguntei do que se tratava e a dona Cristina, minha digníssima mãe (quem conhece que faça as conexões entre este blog e os dotes da madame), informou que eram os muffins do supermercado La Torre.

Um dos muffins do La Torre, clique para ampliar

O La Torre faz parte do conjunto de supermercados de João Pessoa que fica no bairro da Torre. Todos eles são a alternativa ideal pra fugir dos preços altos dos hipermercados e fazer uma feira completa e com preços mais justos (vai do seu gosto escolher o que lhe agradar). Têm vários por lá. Mas o La Torre agora tem famosos muffins. É, famosos.

Minha mãe conta que chegou por lá e viu um senhor pedindo mais de 10 bolinhos. Sim, dez. Curiosa, mandou embalar quatro e trouxe pra formiga de estimação dela provar.

Melhor bolinho de chocolate de todos os tempos. Da padaria do supermercado. Eu estou falando sério.

Massa fofa no ponto certo, sem esfarelar demais e sem entalar (como é o praxe dos bolos de saia) e um surpreendente recheio de calda de chocolate (não é o brigadeiro que os cupcakes usam). Fazia tempo que não encontrava uma raridade dessas.

Eu pirei. Ainda mais com o custo-benefício: a bandeja com quatro generosos muffins sai por menos de R$ 5. Se você pensar que cupcakes são vendidos em João Pessoa pelo preço da bandeja de alegria, tudo muda.

Acontece que, na prática, aquilo não é muffin. Mas também não é cupcake, nem bolo de saia. Talvez exista um novo produto intermediário, chamado “felicidade”, sei lá. Dona Cristina disse que a moça da padaria, a que faz os tais muffins, é simpática. Você sabe como isso conta.

Muffins, cupcake ou de saia, o bolinho é digno de uma categoria na ABNT. Isso é.

Ao menos já ganhou uma aqui no Magali, a dos achados por aí. Qual o seu achado?

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Bolo Malte da Pizza Hut (João Pessoa)

A gigantesca fatia do Bolo Malte

por Ricardo Oliveira

Conhecem?

A descrição é cheia de exageros que dão uma mistura de curiosidade e pé atrás. Algo como “fatia gigantesca de bolo com recheio generoso de chocolate”. Em algumas casas da Pizza Hut pelo Brasil ele é servido com propaganda da Hershey’s, mas não é o caso do franqueado pessoense.

Mas, sim, é gigantesco e generoso. Fatia enorme mesmo, pra duas pessoas. Tanto que custa R$ 15,90.

Bolo estilo americano, bem denso, doce, com um pouquinho meio amargo pra ajudar. Não sou fã de meio amargo, mas veio na quantidade aceitável pra o equilíbrio.

É uma delícia, mas peça realmente pra dividir com alguém. O recheio é tipo mousse e, casado com a cobertura e a calda no prato, formam um combo de alegria chocólatra.

Isso me fez pensar no post que estou guardando há tempos pra fazer: top 5 tortas de chocolate de João Pessoa. Vocês vão se surpreender, porque os primeiros lugares não são de docerias.

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Na estrada: Don Burguer, em Maceió

Hamburguer de filé, com queijo parmesão no pão, da Don Burguer

por Ricardo Oliveira

Prestaram atenção no pão? Não?

Pare e veja a foto novamente.

É o pão que compõe um dos segredos da Don Burguer. Se o sanduíche tivesse vindo mais quente, poderia classificá-lo como impecável, mas fica difícil. Esse aí é um de hamburguer de filé, com cheddar, molho barbecue e salada.

Ao estilo hamburgueria gourmet, o Don Burguer fica na praia de Pajuçara, em Maceió. Sim, é ele que é vizinho ao Nakaffa. A casa oferece hamburguers de filé, picanha, frango, entre outras opções. Mas o que chama atenção mesmo são os tipos de pães, molhos e queijos possíveis. O bacana é porque você monta as combinações, gerando um sanduíche ao seu estilo (o que, ao mesmo tempo, é um ponto negativo). Os headlines da casa custam R$ 19, ainda havendo opções mais simples.

Quem sabe numa próxima não dou mais sorte? O espaço agradou e merece atenção.

A dica é que Maceió tem uma gama gigante de lugares pra comer sanduíches (básicos, fast foods ou gourmets), coisa que João Pessoa nem sonha. Chegando por lá, procura bem.

DON BURGUER
Avenida Sílvio Carlos Viana, 1785 B
Ponta Verde, Maceió

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.