Posts made in July, 2012

Na Estrada: Hamburgueria Vintage, em Recife

A indispensável...

Milkshake de chocolate

por Ricardo Oliveira

O after do primeiro dia da Campus Party Recife foi lá na Hamburgueria Vintage – uma dessas vantagens da capital pernambucana: hamburguerias, no plural.

O objetivo da noite era conhecer outro hamburguer de Recife, já que o da Pin Up eu já havia provado no Shopping Recife e em Natal. A noite valeu a pena, apesar de pequenos problemas.

Ambas têm a mesma proposta: espaço com decoração retrô, hamburguers feitos lá mesmo e um cardápio caprichado (e até variado demais – as duas também servem comida japonesa, pela moda).

No cardápio da Vintage, uma diferenciação: uma lista de sanduíches com hamburguer (tradicional) e mais três opções “gourmet”, além das opções de frango, hot dogs e afins. Vi na lista dos gourmets uma opção com queijo gorgonzola e fiquei curioso. Já havia visto a mistura por aí e quis me arriscar.

Foi isso que chegou na mesa:

Hamburguer Gourmet com queijo gorgonzola...por cima de tudo!

 

Sim, isso tudo é queijo gorgonzola por cima do sanduíche. Apresentação péssima e foi aí que eu entendi o que significava o gourmet (não perguntei antes, achei que seria um preparo diferente da carne): vem apenas a parte de baixo do pão, a carne e queijo por cima, cobrindo tudo; pra comer de garfo e faca – imagino que seja por isso o “gourmet”. O amigo Patrick pediu um de cheddar e bacon:

O gourmet de cheddar com bacon

Gordice extrema. Uma bomba.

Veja o meu pedido, agora por dentro:

O corte do hamburguer gourmet com gorgonzola

É uma delícia. O hamburguer dos caras é feito direitinho…frito no ponto certo, sem secar demais e bem saboroso. É, de fato, um exagero de queijo o que vem e sabemos que exagerar no gorgonzola é um erro, pela força do sabor. Deve ter quem goste, mas perto do fim eu já estava enjoado. Achei, no vacilo do pedido, que era um sanduba tradicional, com queijo gorgonzola derretido por dentro. Mas valeu.

Esse é o modelo mais old school da casa, pedido pelo amigo Fabiano:

Os modelos tradicionais acompanham chips da casa

Provei um pedacinho desse e também estava ótimo. A apresentação dele é infinitamente melhor que a dos gourmets, o que é uma incongruência das grandes. Mas esse não é, nem de longe, o problema mais grave da casa.

Chegamos e pedimos hamburguers com milkshake pra tomar junto. Já que o gourmet não vem com batata frita pra acompanhar, pedi uma porção à parte. O garçom informa que ela é generosa, dá pra duas pessoas e geralmente chega antes dos sanduíches. Ok, então traz duas cocas com as batatas, pra gente curtir tipo uma entrada.

Chegam as duas cocas. Nada das batatas.

Chegam os milkshakes, sem os sanduíches. Nada das batatas.

Batatas chegam. Bem frias. Mandamos de volta.

As batatas "frias"

Os milkshakes, que já não vieram tão gelados como devem ser milkshakes… degelaram mais. Aí os sanduíches chegaram.

E, na metade da refeição, vêm as batatas quentinhas. São chips estilo ruffles, feitas por lá – diz o garçom. Gostosas, mas oleosas demais.

Ou seja: a experiência às vezes pode ser até saborosa, mas também atrapalhada.

O que fez o Vintage ganhar pontos extras foi justamente a ambientação agradável.  A banda Dona Encrenca, que fez o som da noite por lá, ajudou com extrema qualidade e ótimo repertório. Isso garante R$ 10 a mais em sua conta nas sextas à noite. O sanduíche e o milkshake saíram por uns R$ 25 e a batata, que vem com um queijo cheddar pra acompanhar, por R$ 7.

Apesar dos pesares, o Vintage entra na rota dos lugares legais pra frequentar em Recife.

Banda Dona Encrenca musicando a noite


Hamburgueria Vintage

Rua do Futuro, 425 – Graças Recife – PE
(0xx)81 3031-5022

 

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Vai um espumone Dolce Gusto?

O espumone "Vivian", feito com máquina de espresso em casa...

...veio acompanhado de velas com aroma de canela

...e estava simplesmente sensacional.

por Ricardo Oliveira

Simples: espresso da Dolce Gusto, com leite “vaporizado” usando mixer básico e uma pitadinha de canela em cima, pra dar o toque final. Tudo servido na tacinha que muda toda, toda, a apresentação. O quanto estava bom…não está no gibi. O casal querido que proporcionou o momento (obrigado, Vivian e Ygor) garantem que não vai faltar posts ao Magali com Cebolinhas.

ps.: sim, “espresso”, do café, pode ser escrito com S.

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Sobre tortas de limão e bipolaridades gastronômicas

A apresentação diferenciada...

por Ricardo Oliveira

Quem já foi mais de uma vez ao Fran’s Café de João Pessoa sabe que ele é meio “de lua”.

Tem dia que o sanduíche australiano de lá está impecável…noutro, faltou mais carinho no preparo. Há dias que o café vem bem quente, não esfriando rapidamente com o arcondicionado…noutro, faltou deixar a máquina caprichar na temperatura.

Assim, já vi gente que foi e odiou a comida, assim como outros amigos e amigas que se achegaram por lá e curtiram demais. Carol tem história pra contar, em breve. Eu, nunca tive problemas com o que pedi, mas por já acompanhar outros amigos que repetiram a viagem, “atesto” a bipolaridade gastronômica.

Em março eu dei uma passada por lá e segui um ritual importante que aprendi com o amigo Alê Gustavo: pedir a torta de limão. A história dele começa lá em Piratininga, onde vive, com uma tortinha famosa que merece post à parte. Mas como torta de limão também é um hobby magalinesco da minha pessoa, sempre sigo o conselho de Alê.

Já provei, que me lembre, no São Braz Coffee Shop, no restaurante La Gula (outro evento especial que merece destaque futuro), no café Vienna (em São Paulo), na padoca do Morilha (em Piratininga) e no Fran’s Café. Sim, daquela vez em março.

...conta muito, sempre.

Na época, saí de lá convicto de que era a melhor torta de limão que já tinha provado. Ela era simples, mas com pequenos detalhes que faziam uma diferença danada: massa de biscoito tradicional, mousse de limão tradicional…mas um glacê com raspas de limão por cima e caramelo no prato.

O-caramelo-muda-tudo. E o glacê também.

Há lugares que investem num suspiro por cima que também reverte o quadro, mas o excesso de doce não agrada a todos.

Na segunda prova do Fran’s, no último sábado, continuei satisfeito – mas o brilho diminuiu. A apresentação mudou: agora vem uma bolinha de glacê ao lado (fotos acima) com alguma outra coisinha por lá que não consegui detectar, mas dava um efeito ótimo na degustação. Talvez a mudança na experiência tenha sido um encanto inicial, devido à surpresa. O registro de março foi esse, no Instagram:

A tortinha do Fran's Café em março

Considerando que acertar a mousse de limão da torta seja o mais básico, pra mim o grande diferencial está em quem acerta a massa de biscoito. Não é fácil, pelo que sei. Envolve conseguir crocância, somada ao desmanchar adequado e nada muito amanteigado. O Fran’s, além de se diferenciar com o glacê e caramelo, acerta nisso e outro lugar que também honra a causa das tortas com massa de biscoito é o restaurante La Gula. Lá, por sinal, o corte é hiper generoso e serve até duas pessoas. Em ambos os lugares, a fatia fica na faixa dos 9 reais.

***

Depois das tortas de chocolate, são as de limão que me fazem salivar mais. O bacana foi descobrir que no balcão há outras tortas não listadas no cardápio e tem uma tal de chocolate com caramelo e amendoim que me interessa de sábado até agora, sem pausas. Se você conhece alguma especial, compartilha aí nos comentários…espaço todo seu ;)


Fran’s Café
Avenida General Edson Ramalho, 890,
Loja 108,  Manaíra.

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Almoço de domingo: Camarão ao Curry, Salmão Assado e Rocambole de chocolate com sorvete

Por Carol Marques

Difícil dizer se gosto mais de comer ou cozinhar (juro, gente!). Porém de uma coisa tenho certeza: desenvolvi uma certa habilidade na cozinha com a única – e egocêntrica – finalidade de me nutrir com dignidade e felicidade plena. Sempre que quisesse e o que quisesse.

Não, não virei nenhuma dominadora de forno e fogão, mas posso dizer que desenrolo direitinho o que escolho preparar e pareço agradar os que são servidos (alguém confirma aí, por favor). Mas o fato é que atualmente poucas são as ocasiões em que arrumo tempo e disposição pra testar novas receitas ou aperfeiçoar as que já foram aprovadas.

Neste domingo, ainda na vibe recolhimento & tranquilidade do fim de semana (coisa rara nos últimos anos), resolvi testar dois novos pratos: Camarão ao Curry e Salmão ao Forno com Pimentões. Adaptei ao meu gosto receitas que encontrei em sites de culinária e de programas do GNT, como os de Jamie Oliver e Claude Troigros.

Os camarões foram temperados com sal, pimenta do reino e um pouquinho de suco de limão; e salteados no azeite rapidamente (até ficarem rosados). Depois preparei o molho com cebola picada e alho amassado, refogados no azeite, um pouco de conhaque, água, curry, creme de leite e requeijão. Toda atenção ao curry é pouca. Embora sensacional quando colocado na medida certa, ele em excesso pode tornar o prato insuportável para paladares mais conservadores. Juntei os camarões ao molho e deixei cozinhar. Agora aprecie o resultado mais de perto:

Já o salmão temperei meia hora antes de assar com suco de limão, azeite, pimenta do reino e sal. Depois acrescentei pimentões vermelhos e amarelos, e levei ao forno, com a pele do salmão virada pra cima.

A dica é acionar o grill do forno no final, para que a capa se solte. Prato super fácil, saudável, elegante, saboroso; só vantagens! De acompanhamento para os dois, somente fusilli  tricolor puxado na manteiga. Se você tiver em casa, rola lambuzar um pouquinho no molho pesto.

 Depois de me esbaldar com as delícias salgadas, resolvi preparar algo rápido como sobremesa. Quem não conhece o rocambole de chocolate da Casa do Sertão certamente está alienado em matéria de preciosidades doces da capital paraibana. Gente, pelamordedeus, aquilo merece um Nobel da Gastronomia Popular. Para melhorar o imelhorável, aqueci uma fatia e juntei com sorvete de creme (bem no estilo petit gâteau) e um moranguinho pra dar o charme. E aí, servidos?

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O que vocês faz quando chega em casa e tem um prato de cocada disponível?

por Ricardo Oliveira

Tá bonito assim?

...e assim de mais perto?

Opções:

a) Dá uma de Carol Marques e diz que não vai comer nada, porque está de dieta.
b) Come só dois pedacinhos, pra não dizer que você cuida de blog de gordice na web.
c) Acaba com a metade da bandeja, porque gordo só faz gordice.
d) Xinga o blogueiro canalha que postou isso depois do almoço.

Bem tostadinha, receita tradicional, feita com leite condensado e (acho) que nada mais. É de morrer, sério. Beijo, mãe.

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.