Posts made in July, 2012

Chicken-cheese-junior-egg-turkey-no-italiano

por Ricardo Oliveira

Magalizeiro que é magalizeiro pode não saber cozinhar, mas tem que saber se virar ~com criatividade~

Parece simples...

...mas é complexo!

E eu não vou passar a receita porque vocês podem se dar muito mal tentando fazer – improvisação é uma arte culinária que exige treinamento longo e…

Ok, Carol “mandou”:

1. Pão italiano do Pão de Açucar (daqueles que você pega em frente ao balcão da padaria). Passa aí a margarina e deixa um tempinho na chapa.
2. Ovo frito (a seu gosto) enquanto o pão assa.
3. O frango à romana do almoço. Empanado com farinha de rosca. O que na prática é um Chicken Junior mais legal, porque é mais saboroso – sem crocância, claro. Esquenta no microondas e tal.
4. Aí você faz os andares de acordo  com seu gosto. Os meus foram: salada (não faço questão dela ficar “bonitinha em cima”), frango, queijo muçarela (arrgh, odeio escrever assim), ovo, peito de peru defumado (nham!) e fecha com a outra fatia do pão.

Catchup e seja feliz.

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Na estrada: Joelho de Porco, na Cachaçaria do Dedé, em Manaus

Por Carol Marques

Foto: Carol Marques

Depois de uma semana na Amazônia, comendo peixe de manhã, de tarde e de noite, eis que encontro no meio do cardume nada menos que um joelho de porco defumado como opção de delícia gourmet para variar o cardápio.

Embora tenha resistido no começo, com dificuldade de associar essa articulação do suíno das lamas à ideia de sabor irresistível, terminei por me render à curiosidade de provar a especialidade da Cachaçaria do Dedé que, pelo ambiente, mostrava-se bastante convincente. Sei que a apresentação que você vê na foto não contribui para a minha credibilidade, mas a verdade é que o prato foi uma gratíssima surpresa manauara.

Sabe aquela sensação maravilhosa da faca que perfura uma capa crocante e encontra carne macia e suculenta? Foi exatamente isso! Tempero no ponto, assamento perfeito, “pururucada” de virar os olhos.

Não espere muito dos acompanhamentos. Nada de especial na dupla bicolor arroz branco e farofa amarelinha. Mas a carne vale tanto que você pode fechar os olhos (e abrir a boca) pra isso.

Parêntese, porque não sei viver sem ele: (o joelho de porco é tradicional na culinária alemã e você pode encontrá-lo nos menus da vida com o nome original: eisbein). Ok. foi curtinho.Voltando…

Foto: Carol Marques

Para os amantes da boa cerva, o local tem uma carta generosa de opções nacionais e internacionais. E a combinação é perfeita! Mas ei, é pecado sair do local sem tomar uma pinga – estamos numa cachaçaria, hein? A seleção de águas que passarinho não bebe ultrapassa os 800 rótulos, incluindo a branquinha paraibana Serra Limpa. E há drinks bem bacanas, como o caipilé. Não, caro campinense, não é homenagem ao músico da terrinha. Trata-se, na verdade, de uma mistura maravilhosa de capirinha com picolé. A que pedi era de morango com kiwi e picolé de abacaxi. A dose não é para os fracos, é bom alertar (tá, tá, confesso que bati pino).

A Cachaçaria tem dois endereços na capital amazonense. Fui à que fica no Manauara Shopping, cuja praça da alimentação é a mais linda que já vi na vida, com um incrível jardim-floresta e mesas ao ar livre.

Foto: Jordan Brandon

Não posso me esquecer de mencionar que cheguei ao Dedé graças à sugestão de um guia do Tree Climbing. E conversar com os guias, assim como com os taxistas, sobre dicas gastronômicas é algo que adoro fazer e que costuma render boas descobertas. Que venha a próxima!

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Luis Fernando Veríssimo e o “come e não engorda”

Fica a dica literária para os magalinosos que nos leem: “A Mesa Voadora”, de Veríssimo, é um livro delicioso – pra rir e ter vontade de comer as diversas referências citadas.

O come e não engorda (por Luis Fernando Veríssimo no livro “A Mesa Voadora”)

Ninguém é mais admirado ou invejado do que o come e não engorda. Você o conhece. É o que come o dobro do que nós comemos e tem metade da circunferência e ainda se queixa:

- Não adianta. Não consigo engordar.

O come e não engorda é meu ídolo. Só não lhe peço autógrafo por inibição. Meu sonho é emagrecer e depois nunca mais engordar, por mais que tente. Quando eu diminuir, quero ser um come e não engorda.

Magali, a maior "come e não engorda" que já se viu

Não se deve confundir o come e não engorda com o enfastiado. Este pertence a outra espécie. Não é humano. Pode até ser melhor do que nós, um aperfeiçoamento, mas não é humano. Afinal, o que une a humanidade é o seu apetite comum. Não é por nada que partilhar da comida com o próximo tem sido um símbolo de concórdia desde as primeiras cavernas. Até hoje as conferências de paz se fazem em volta de uma mesa onde a comida, se não está presente, está implícita. Desconfie do enfastiado. Ele será um agente de outra galáxia ou um poço de perversões, ou as duas coisas. De qualquer maneira, mantenha-o longe das crianças. Quando encontrar alguém na frente de um prato cheio só emparelhando as ervilhas com a ponta da faca, notifique os órgãos de segurança. É um enfastiado e pode ser perigoso. Sempre achei que as pessoas que comem como um passarinho deviam ser caçadas a bodoque. O seu fastio, inclusive, é um escárnio aos que querem comer e não podem.

Já o come e não engorda compartilha do nosso apetite, só não compartilha das conseguências. Ele repete a massa e não tem remorso. Pede mais chantily e sua voz não treme. Molha o pão no café com leite! E ainda se queixa:

- Há 15 anos tenho o mesmo peso.

O come e não engorda só parou de mamar no peito porque proibiram sua mãe de ficar junto no quartel. Quando o come e não engorda nasceu, uma estrela misteriosa apareceu no Guide Michelin de restaurantes para aquele ano. O come e não engorda caminha sobre a sauce bernaise e não afunda. Multiplica os filés de paixe à meunière e os pães de queijo. Por onde o come e não engorda passa, as ovelhas se atiram para trás e pedem “me assa!”. O come e não engorda tem o segredo da Vida e da Morte e, suspeita-se, o telefone da Bruna Lombardi. E ainda se queixa:

- Tenho que tomar quatro milk-shakes entre as refeições. Dieta.

Dieta! E você ali, de olho arregalado.

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.