Frutos do mar

Na Estrada: Ponta do Pirambu, em Tibau do Sul

Por Carol Marques

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Crueldade pesada! hihihihi (Crédito da foto: eu mesma)

Ok, ok, eu sei que estou sendo extremamente má com este post. Não bastasse começar com uma foto que já deixa qualquer um salivando com fluxo nível Cataratas do Iguaçu, venho falar sobre comer camarão em um lugar paradisíaco. É pressão demais para um coração ansioso pelo fim de semana. (!!!!!) E quem ama Pipa tanto quanto eu vai ter vontade instantânea de fechar as 38 janelas em que está trabalhando (tá, algumas não são exatamente trabalho; chamemos de inspiração), desligar o computador (ou deixar que ele se desligue sozinho mesmo) e se jogar na dupla short-chinelo para degustar essa deliciosa iguaria que aparece aqui neste blog de grandes prazeres. Olha de novo e diz se estou exagerando, vai!

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Quem resiste? (Crédito da foto: Gláucia Lima)

O prato em questão. Opa, desculpa, eu disse prato? A obra prima em questão se chama Gostinho da Terra e foi saboreada no Ponta do Pirambu Day Use, que fica em Tibau do Sul, grudadinho com Pipa (gestos de reverência ao recanto dos deuses). Nada menos que tapioca com creme de siri e camarões. Tudo na mais perfeita harmonia e com qualidade impecável. Ainda fecha com essa apresentação linda que a gente recebe como um carinho extra, né? Como aquele cafuné despretensioso, que chega sem pedido e sem pressa.

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Ponta do Pirambu (Crédito da foto: eu de novo)

 

Ponta do Pirambu
Estrada de Tibau do Sul, 252 – Sítio sem Pescoço
55 (84) 3246-4333

 

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Roccia – contemporâneo que não encanta só os olhos

Por Carol Marques

Hoje falo de uma agradável surpresa que desembarcou no extremo oriente no finalzinho de janeiro! Tive o prazer – um caldeirão cheio dele! – de ir ao almoço que o novo restaurante Roccia realizou para se apresentar à imprensa. A expectativa já era das melhores, pois sempre achei de muita qualidade o buffet da Casa Roccia, salão de recepções do mesmo dono – o admirável Onildo, que é também é chef e assina o fantástico cardápio.

Mas o local ainda conseguiu surpreender, em meio a tantos restaurantes decepcionantes abertos em JP nos últimos meses, que capricham na decoração, no conceito e até no design do cardápio – algo que me encanta e pauta para outro post -, mas pecam justamente na hora em que entram em cena as facas, o fogo e a sutileza dos temperos. Roccia não, ou pelo menos não no primeiro encontro.

Mas vamos aos pratos. Opa, antes faço questão de garantir: o sabor foi tão apetitoso quanto a apresentação sugere, você tem a minha palavra. Melhor do que descrever é mostrar fotos:

Couvert:

Grissinis, manteiga aromatizada com ervas, pérolas de frutas secas com queijo gorgonzola e pó de bacon, poá de bacalhau com azeitonas negras e lâminas de amêndoas.

Foto: Estilo Voilà

Entradas:

Ceviche de Atum ao Leite de Tigre

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Bolinho de Feijão Verde Recheado com Carne de Sol, Natas e Vinagrete

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Pratos principais:

Lagosta Grelhada com Risoto de Abacaxi e Gruyère e Torteline de Ossobuco ao Molho de Vinho do Porto (só lembrei da foto após a primeira garfada! rs).

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E o melhor de todos, Carré de Cordeiro em Crosta de Ervas com Purê de Batata Doce:

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 Nesta hora, você pode estar pensando que não gosta muito dessa história de cozinha contemporânea, com “porções pra passarinho” e ingredientes exóticos. Ok, ok, tudo bem… se é assim, talvez não seja o caso de você ir lá, sendo bem sincera. Mas quem curte comer num lugar em que comida é tratada como arte, principalmente no quesito sabor, precisa visitar o novo espaço!

Para fechar o menu, todo restaurante bom que se preza deve ter opções interessantes de sobremesa, certo? Afinal, uma refeição precisa terminar em açúcar. Do contrário, o humor não é o mesmo e a ansiedade atinge níveis insuportáveis.

Com vocês: Caixinha Surpresa de Bolo de Rolo e Sorvete, Profiteroles de Café e Cartola Crumble.

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Agora, outro ângulo:

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Roccia – Cozinha Contemporânea
Av. Cabo Branco, 4542 – Hotel Cabo Branco Atlântico, João Pessoa.
(83) 8827-7480

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Camarão Mediterrâneo e Mar Negro no Marítimos

Por Carol Marques

Sempre abro um sorriso largo quando a decisão entre amigos ou na família é comer no Marítimos. Frequento o restaurante desde a abertura, inclusive estava na première, e adoro o local mesmo quando o atendimento não satisfaz, a demora é grande ou o ambiente está muito frio. Adoro, adoro, adoro. Num desses dias felizes, estava com uma amiga e provei um prato que ainda não conhecia: o Camarão Mediterrâneo.

Embora não seja muito fã de limão, arrisquei provar acreditando que a equipe do Marítimos não passaria do ponto ao espremer o siciliano. Sorte minha ter confiado. O prato veio impecável. Molho cremoso, sabor suave, mas marcante, e camarões rígidos, mas não borrachudos. Vieram acompanhados de arroz com brócolis legítimo – daqueles que têm soltura e umidade perfeitas, e um verde fresquinho que te dá saúde só de olhar -, além de batatas fritas. Quentinhas, sequinhas e fritas em óleo novo, o que muda tudo.

Para manter o nível de satisfação do paladar, depois de raspar o prato, mergulhei de boca aberta no Mar Negro. E, embora minha sobremesa preferida do Marítimos seja outra (depois faço post sobre ela), tenho que admitir que esse brownie com sorvete de creme, chocolate derretido e castanhas moídas é um pedaço do Éden que pode ser desfrutado de colher.

 

 

Recomendo, muito, sempre. Se acontecer, por motivos incompreensíveis, de você não se deslumbrar à primeira vista, INSISTA, essa paixão vale a pena!

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Na Estrada: Entre Amigos – O Bode, em Recife

Por Carol Marques

Fim de semana em Recife, retornei a um lugar que já conhecia, mas cujos detalhes haviam me escapado: o famoso Entre Amigos, o Bode. E pra contrariar, como eu adoro, já começo comentando algo que não tem nada a ver com caprino, mas que é o meu destaque neste post.

Falo do petisco que saboreei como entrada, o Espetinho de Camarão. Intercalado com queijo, é provavelmente o empanado mais saboroso que já comi na vida. Camarões grandes selecionados e levemente rosados, cubos de queijo macio e derretido, tudo junto e misturado, frito na medida certa e servido numa porção generosa. Olhe e deseje:

Pra não dizer que não falei do animal cultuado no recinto, esse resistente mamífero que tem também seu lado gourmand, diga-se de passagem, já que come até cactos, meu prato principal foi o Filé de Costela de Bode Assado, que é uma delícia, mas não posso chamar de inesquecível. Vem com os acompanhamentos tradicionais da culinária nordestina: arroz branco, feijão, paçoca, macaxeira, pirão de queijo.Tudo muito bom, nada fenomenal, insisto.

 

Para fechar, uma fatia de Torta Reprise, já que o domingo era de todos os excessos tirando o atraso de tantos almoços sem doce. E foi aquela torta correta, confeitada com elegância e simplicidade, e de sabor normal, nada mais do que isso. Mas chocolate, mesmo quando é normal, é coisa de Deus. Então posso dizer que saí satisfeita da vida.

Mas, amigo bom garfo, não se desanime com meus comentários mornos a respeito do bodinho. Vá ao local sem hesitar. O cardápio é enorme. Há dezenas de opções de preparo pro caprino, de entradas, de petiscos, de sobremesas. Certamente você descobrirá outras delícias que não tive a oportunidade de provar. E o ambiente é ótimo para tomar uma cervejinha ou almoçar com a família.

Uma última colher de sinceridade… eu mudaria a música. Pode me chamar de preciosista, mas violino – ao vivo – tocando “La Vie en Rose” num bar/restaurante regional não é o que eu chamo de experiência completa. Tudo bem, foi broxante de novo, né? Não presta muita atenção. Lê de novo meu comentário sobre o camarão e coloca no seu roteiro gastronômico recifense. Você vai se sentir feliz por um dia ter lido este post.

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Almoço de domingo: Camarão ao Curry, Salmão Assado e Rocambole de chocolate com sorvete

Por Carol Marques

Difícil dizer se gosto mais de comer ou cozinhar (juro, gente!). Porém de uma coisa tenho certeza: desenvolvi uma certa habilidade na cozinha com a única – e egocêntrica – finalidade de me nutrir com dignidade e felicidade plena. Sempre que quisesse e o que quisesse.

Não, não virei nenhuma dominadora de forno e fogão, mas posso dizer que desenrolo direitinho o que escolho preparar e pareço agradar os que são servidos (alguém confirma aí, por favor). Mas o fato é que atualmente poucas são as ocasiões em que arrumo tempo e disposição pra testar novas receitas ou aperfeiçoar as que já foram aprovadas.

Neste domingo, ainda na vibe recolhimento & tranquilidade do fim de semana (coisa rara nos últimos anos), resolvi testar dois novos pratos: Camarão ao Curry e Salmão ao Forno com Pimentões. Adaptei ao meu gosto receitas que encontrei em sites de culinária e de programas do GNT, como os de Jamie Oliver e Claude Troigros.

Os camarões foram temperados com sal, pimenta do reino e um pouquinho de suco de limão; e salteados no azeite rapidamente (até ficarem rosados). Depois preparei o molho com cebola picada e alho amassado, refogados no azeite, um pouco de conhaque, água, curry, creme de leite e requeijão. Toda atenção ao curry é pouca. Embora sensacional quando colocado na medida certa, ele em excesso pode tornar o prato insuportável para paladares mais conservadores. Juntei os camarões ao molho e deixei cozinhar. Agora aprecie o resultado mais de perto:

Já o salmão temperei meia hora antes de assar com suco de limão, azeite, pimenta do reino e sal. Depois acrescentei pimentões vermelhos e amarelos, e levei ao forno, com a pele do salmão virada pra cima.

A dica é acionar o grill do forno no final, para que a capa se solte. Prato super fácil, saudável, elegante, saboroso; só vantagens! De acompanhamento para os dois, somente fusilli  tricolor puxado na manteiga. Se você tiver em casa, rola lambuzar um pouquinho no molho pesto.

 Depois de me esbaldar com as delícias salgadas, resolvi preparar algo rápido como sobremesa. Quem não conhece o rocambole de chocolate da Casa do Sertão certamente está alienado em matéria de preciosidades doces da capital paraibana. Gente, pelamordedeus, aquilo merece um Nobel da Gastronomia Popular. Para melhorar o imelhorável, aqueci uma fatia e juntei com sorvete de creme (bem no estilo petit gâteau) e um moranguinho pra dar o charme. E aí, servidos?

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Taí o Taiyô

por Carol Marques

Estreio aqui com a minha mais recente descoberta: a temakeria Taiyô, que acaba de sair do forno. Para quem ainda não viu, fica na Av. Esperança, em JP, logo depois da farmácia Esperança. Mas vamos ao que interessa… eu tava dooooida pra comer lá desde que vi umas fotos MARAVILHOSAS do talentosíssimo Cacio Murilo no Facebook. Atraída pelo olho, como toda boa gourmet (ou gulosa mesmo), chamei minha amiga mais temakeira, Cinthya, (além de Samara) e fomos descobrir o local.

Embora a especialidade seja temaki, o que quero destacar aqui é uma entrada: Camarão Taiyô, simplesmente celestial. Camarões flambados com cream cheese sobre um ceviche de robalo com pimentões e especiarias. Vamos combinar que colocar camarão com cream cheese é golpe baixo, né? Mas o ceviche também estava uma delíiiiicia, principalmente para quem curte pimentões (eu, particularmente, descobri o valor deles quando comi pela primeira vez uma paella).

Além de sensacional no sabor, o Camarão Taiyô é lindamente apresentado (como todas os aperitivos da casa) – você há de concordar vendo a foto. Dá até pena de destruir (mentira, dá nada! A menos que você seja uma daquelas criaturas sem graça que têm os olhos menores do que a barriga. rs).

 

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.