Na Estrada

Na Estrada: Hamburgueria Vintage, em Recife

A indispensável...

Milkshake de chocolate

por Ricardo Oliveira

O after do primeiro dia da Campus Party Recife foi lá na Hamburgueria Vintage – uma dessas vantagens da capital pernambucana: hamburguerias, no plural.

O objetivo da noite era conhecer outro hamburguer de Recife, já que o da Pin Up eu já havia provado no Shopping Recife e em Natal. A noite valeu a pena, apesar de pequenos problemas.

Ambas têm a mesma proposta: espaço com decoração retrô, hamburguers feitos lá mesmo e um cardápio caprichado (e até variado demais – as duas também servem comida japonesa, pela moda).

No cardápio da Vintage, uma diferenciação: uma lista de sanduíches com hamburguer (tradicional) e mais três opções “gourmet”, além das opções de frango, hot dogs e afins. Vi na lista dos gourmets uma opção com queijo gorgonzola e fiquei curioso. Já havia visto a mistura por aí e quis me arriscar.

Foi isso que chegou na mesa:

Hamburguer Gourmet com queijo gorgonzola...por cima de tudo!

 

Sim, isso tudo é queijo gorgonzola por cima do sanduíche. Apresentação péssima e foi aí que eu entendi o que significava o gourmet (não perguntei antes, achei que seria um preparo diferente da carne): vem apenas a parte de baixo do pão, a carne e queijo por cima, cobrindo tudo; pra comer de garfo e faca – imagino que seja por isso o “gourmet”. O amigo Patrick pediu um de cheddar e bacon:

O gourmet de cheddar com bacon

Gordice extrema. Uma bomba.

Veja o meu pedido, agora por dentro:

O corte do hamburguer gourmet com gorgonzola

É uma delícia. O hamburguer dos caras é feito direitinho…frito no ponto certo, sem secar demais e bem saboroso. É, de fato, um exagero de queijo o que vem e sabemos que exagerar no gorgonzola é um erro, pela força do sabor. Deve ter quem goste, mas perto do fim eu já estava enjoado. Achei, no vacilo do pedido, que era um sanduba tradicional, com queijo gorgonzola derretido por dentro. Mas valeu.

Esse é o modelo mais old school da casa, pedido pelo amigo Fabiano:

Os modelos tradicionais acompanham chips da casa

Provei um pedacinho desse e também estava ótimo. A apresentação dele é infinitamente melhor que a dos gourmets, o que é uma incongruência das grandes. Mas esse não é, nem de longe, o problema mais grave da casa.

Chegamos e pedimos hamburguers com milkshake pra tomar junto. Já que o gourmet não vem com batata frita pra acompanhar, pedi uma porção à parte. O garçom informa que ela é generosa, dá pra duas pessoas e geralmente chega antes dos sanduíches. Ok, então traz duas cocas com as batatas, pra gente curtir tipo uma entrada.

Chegam as duas cocas. Nada das batatas.

Chegam os milkshakes, sem os sanduíches. Nada das batatas.

Batatas chegam. Bem frias. Mandamos de volta.

As batatas "frias"

Os milkshakes, que já não vieram tão gelados como devem ser milkshakes… degelaram mais. Aí os sanduíches chegaram.

E, na metade da refeição, vêm as batatas quentinhas. São chips estilo ruffles, feitas por lá – diz o garçom. Gostosas, mas oleosas demais.

Ou seja: a experiência às vezes pode ser até saborosa, mas também atrapalhada.

O que fez o Vintage ganhar pontos extras foi justamente a ambientação agradável.  A banda Dona Encrenca, que fez o som da noite por lá, ajudou com extrema qualidade e ótimo repertório. Isso garante R$ 10 a mais em sua conta nas sextas à noite. O sanduíche e o milkshake saíram por uns R$ 25 e a batata, que vem com um queijo cheddar pra acompanhar, por R$ 7.

Apesar dos pesares, o Vintage entra na rota dos lugares legais pra frequentar em Recife.

Banda Dona Encrenca musicando a noite


Hamburgueria Vintage

Rua do Futuro, 425 – Graças Recife – PE
(0xx)81 3031-5022

 

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Na estrada: Joelho de Porco, na Cachaçaria do Dedé, em Manaus

Por Carol Marques

Foto: Carol Marques

Depois de uma semana na Amazônia, comendo peixe de manhã, de tarde e de noite, eis que encontro no meio do cardume nada menos que um joelho de porco defumado como opção de delícia gourmet para variar o cardápio.

Embora tenha resistido no começo, com dificuldade de associar essa articulação do suíno das lamas à ideia de sabor irresistível, terminei por me render à curiosidade de provar a especialidade da Cachaçaria do Dedé que, pelo ambiente, mostrava-se bastante convincente. Sei que a apresentação que você vê na foto não contribui para a minha credibilidade, mas a verdade é que o prato foi uma gratíssima surpresa manauara.

Sabe aquela sensação maravilhosa da faca que perfura uma capa crocante e encontra carne macia e suculenta? Foi exatamente isso! Tempero no ponto, assamento perfeito, “pururucada” de virar os olhos.

Não espere muito dos acompanhamentos. Nada de especial na dupla bicolor arroz branco e farofa amarelinha. Mas a carne vale tanto que você pode fechar os olhos (e abrir a boca) pra isso.

Parêntese, porque não sei viver sem ele: (o joelho de porco é tradicional na culinária alemã e você pode encontrá-lo nos menus da vida com o nome original: eisbein). Ok. foi curtinho.Voltando…

Foto: Carol Marques

Para os amantes da boa cerva, o local tem uma carta generosa de opções nacionais e internacionais. E a combinação é perfeita! Mas ei, é pecado sair do local sem tomar uma pinga – estamos numa cachaçaria, hein? A seleção de águas que passarinho não bebe ultrapassa os 800 rótulos, incluindo a branquinha paraibana Serra Limpa. E há drinks bem bacanas, como o caipilé. Não, caro campinense, não é homenagem ao músico da terrinha. Trata-se, na verdade, de uma mistura maravilhosa de capirinha com picolé. A que pedi era de morango com kiwi e picolé de abacaxi. A dose não é para os fracos, é bom alertar (tá, tá, confesso que bati pino).

A Cachaçaria tem dois endereços na capital amazonense. Fui à que fica no Manauara Shopping, cuja praça da alimentação é a mais linda que já vi na vida, com um incrível jardim-floresta e mesas ao ar livre.

Foto: Jordan Brandon

Não posso me esquecer de mencionar que cheguei ao Dedé graças à sugestão de um guia do Tree Climbing. E conversar com os guias, assim como com os taxistas, sobre dicas gastronômicas é algo que adoro fazer e que costuma render boas descobertas. Que venha a próxima!

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Na estrada: Costela de Tambaqui, no Banzeiro, em Manaus

Meu prato!

por Carol Marques

Um roteiro gastronômico na Amazônia é certeza de peixe, claro!

No entanto, o que descobri na viagem que acabei de fazer pra lá é que a surpresa fica nos tipos e nos preparos. Há um mar rio de opções e pra quem quer pescar sabores da melhor qualidade na área urbana a dica é o restaurante Banzeiro. Só um parêntese: banzeiro é a sucessão de ondas causadas por uma embarcação. Nos passeios pelos igarapés, é só no que se fala.

Voltando ao paraíso dos peixes… como era a primeira vez, pedi a especialidade da casa: costela de tambaqui frita. Não, não é somente peixe frito. É de fato algo muito melhor! Incrivelmente saborosas, as costelinhas têm carne branquinha, macia e uma gordurinha de abrir qualquer apetite, envoltas numa capa crocante que só me fazia pensar numa coisa: “por que não tem isso onde eu moro??!!”.

Para os amantes da pimenta, há um molhinho picante de tucupi que fica sobre a mesa. Vale a pena provar!

O prato com quatro costelas serve bem duas pessoas e vem acompanhado de baião de dois, vinagrete, banana pacovan frita e farofa. Guarnições extremamente populares na região, mas que lá têm um gosto um tantinho mais sofisticado. Não surpreende o Banzeiro ser bicampeão na categoria Melhor Brasileiro/Regional na Veja Comer & Beber de Manaus e ainda ter ganho na edição 2011/2012 como a Melhor Costela de Tambaqui encontrada na cidade.

Depois de raspar o prato principal, provei duas sobremesas: Duetto, mousse de chocolate e cupuaçu, e Banana do Banzeiro, um bolo de banana com creme branco e açúcar caramelizado. As duas estavam boas, mas doces demais até para uma doçólatra como eu.

Duetto, mousse de cupuaçu com chocolate

 

Banana do Banzeiro, bolo com banana, creme branco e açúcar caramelizado

Embora todo o resto seja temperado na medida certa, o sal se pronuncia um pouco além do ponto na conta. R$93,90 pelas costelinhas para duas pessoas.

Arrependimento? Qué isso! Não vejo a hora de voltar!

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Na estrada: Don Burguer, em Maceió

Hamburguer de filé, com queijo parmesão no pão, da Don Burguer

por Ricardo Oliveira

Prestaram atenção no pão? Não?

Pare e veja a foto novamente.

É o pão que compõe um dos segredos da Don Burguer. Se o sanduíche tivesse vindo mais quente, poderia classificá-lo como impecável, mas fica difícil. Esse aí é um de hamburguer de filé, com cheddar, molho barbecue e salada.

Ao estilo hamburgueria gourmet, o Don Burguer fica na praia de Pajuçara, em Maceió. Sim, é ele que é vizinho ao Nakaffa. A casa oferece hamburguers de filé, picanha, frango, entre outras opções. Mas o que chama atenção mesmo são os tipos de pães, molhos e queijos possíveis. O bacana é porque você monta as combinações, gerando um sanduíche ao seu estilo (o que, ao mesmo tempo, é um ponto negativo). Os headlines da casa custam R$ 19, ainda havendo opções mais simples.

Quem sabe numa próxima não dou mais sorte? O espaço agradou e merece atenção.

A dica é que Maceió tem uma gama gigante de lugares pra comer sanduíches (básicos, fast foods ou gourmets), coisa que João Pessoa nem sonha. Chegando por lá, procura bem.

DON BURGUER
Avenida Sílvio Carlos Viana, 1785 B
Ponta Verde, Maceió

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Na estrada: Torta Bianca, da Forneria San Paolo

A "Torta Bianca", da Forneria San Paolo

por Ricardo Oliveira

Domingo de sol em São Paulo e um casal de amigos disse que eu precisava conhecer a melhor torta da cidade. Não seria “o melhor bolo de chocolate do mundo” (que eu também preciso conhecer), mas a cantada foi pesada. Vale ressaltar que eu já vinha de uma sequência de ótimos docinhos: desde carolinas de Piratininga (interior do estado) até uma torta bem-casado (estilo casamento) da Benjamim Abrahão. Só delícias.

Fui bater lá na parte de baixo do Jardins, na Forneria San Paolo. A casa se define como especializada em sanduíches à moda italiana, além de servir massas e pizzas. O lugar é agradável, num estilo cantina, decorado com pôsters de filmes de Fellini, Vitorio de Sica e Rossellini. A cinefilia foi puxada pelo pé e contou pontos na experiência. Não provei nada do cardápio principal, porque o objetivo do dia era a Torta Bianca, indicada pelos amigos.

Os posters que decoram a casa

Ela é descrita no cardápio como uma “torta cremosa com calda de frutas vermelhas ou chocolate”. Recebi a indicação das frutas vermelhas, porque a calda ajudaria a quebrar o doce do creme (o que pra mim nem importava tanto, mas fui na deles, pra não errar).

Deliciosa, chegou à mesa encantando pela apresentação e me ganhou. Não consigo definir muito bem como é o creme, que me fez pensar entre aquele básico de sobremesas congeladas e um pouco de chocolate branco, sendo bem gelado. A calda era genial e fazia tudo ser perfeito à mesa. A vontade de voltar por lá e provar de novo, agora junto aos sanduíches especiais, ficou na mente. A conta sairá salgadinha na próxima vez, mas o custo benefício (ao menos da torta, até agora, em seus R$ 19) é garantido.

FORNERIA SAN PAOLO
Rua Amauri, 319 – Jardim Paulistano
São Paulo, SP
Telefone: (11) 3078-0099

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Na estrada: Nakaffa, em Maceió, é uma grata descoberta

As opções do Nakaffa: tortinhas e o conforto das poltronas

por Ricardo Oliveira

Foi passando por Maceió a trabalho que bateu vontade enorme de comer hamburguer do bom. Daqueles que a gente encontra na Lanchonete da Cidade ou no Pin Up. Eu achei e comi, mas essa é história pra outro post. A descoberta daquele dia, digna de uma estreia no blog mais magalinesco da Internet, é uma cafeteria.

Fica em Pajuçara (Maceió-AL), há 7 anos, um pequeno e encantador café à beira-mar, o Nakaffa. Nos últimos 3 anos levou prêmio do Guia Veja como melhor cafeteria da cidade, mas isso eu só descobri depois. Pedi um macchiato e uma torta “Louvre”. O café tem o grão paulistano Suplicy (cafeteria do Jardins que merece post a parte) e o macchiato estava delicioso -q na temperatura certa. Fiquei na varanda do lugar e a bebida veio quente o suficiente para não esfriar em poucos segundos com o vento da área externa. O ambiente conta muito para a experiência. Fui à noite, mas o fim de tarde é que deve ser genial. Você está realmente de frente para o mar, com um canteiro prévio caprichado nas árvores e outros dois estabelecimentos ao lado, garantindo movimento agradável.

A torta "Louvre"

A torta Louvre (foto ao lado), tem recheio de creme branco, uma camada de creme de castanha, coberto por chocolate e castanha caramelizada. É uma mini-tortinha no cardápio e custa por volta de R$ 9. O sabor? Não faz exatamente o meu estilo (gordices exageradas no doce)  por conta do creme de castanha, mas não dá pra dizer que é ruim. É saborosa, principalmente junto ao café. Foi aí onde o combo de sabores apareceu. E como valeu a pena. A casa ainda tem inúmeras outras tortinhas como essa, além de um cardápio grande de lanches e refeições. As opções de café seguem a linha do Suplicy, trazendo até o atípico “americano” (super quente e mais aguado) para terras nordestinas. Imperdível para quem estiver de passagem ou for da terra.

Vocês já descobriram um lugar assim, sem querer?

A frase agradável na entrada para os banheiros. Seria do Tio Ben mesmo?

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.