Peixes

Roccia – contemporâneo que não encanta só os olhos

Por Carol Marques

Hoje falo de uma agradável surpresa que desembarcou no extremo oriente no finalzinho de janeiro! Tive o prazer – um caldeirão cheio dele! – de ir ao almoço que o novo restaurante Roccia realizou para se apresentar à imprensa. A expectativa já era das melhores, pois sempre achei de muita qualidade o buffet da Casa Roccia, salão de recepções do mesmo dono – o admirável Onildo, que é também é chef e assina o fantástico cardápio.

Mas o local ainda conseguiu surpreender, em meio a tantos restaurantes decepcionantes abertos em JP nos últimos meses, que capricham na decoração, no conceito e até no design do cardápio – algo que me encanta e pauta para outro post -, mas pecam justamente na hora em que entram em cena as facas, o fogo e a sutileza dos temperos. Roccia não, ou pelo menos não no primeiro encontro.

Mas vamos aos pratos. Opa, antes faço questão de garantir: o sabor foi tão apetitoso quanto a apresentação sugere, você tem a minha palavra. Melhor do que descrever é mostrar fotos:

Couvert:

Grissinis, manteiga aromatizada com ervas, pérolas de frutas secas com queijo gorgonzola e pó de bacon, poá de bacalhau com azeitonas negras e lâminas de amêndoas.

Foto: Estilo Voilà

Entradas:

Ceviche de Atum ao Leite de Tigre

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Bolinho de Feijão Verde Recheado com Carne de Sol, Natas e Vinagrete

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Pratos principais:

Lagosta Grelhada com Risoto de Abacaxi e Gruyère e Torteline de Ossobuco ao Molho de Vinho do Porto (só lembrei da foto após a primeira garfada! rs).

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E o melhor de todos, Carré de Cordeiro em Crosta de Ervas com Purê de Batata Doce:

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 Nesta hora, você pode estar pensando que não gosta muito dessa história de cozinha contemporânea, com “porções pra passarinho” e ingredientes exóticos. Ok, ok, tudo bem… se é assim, talvez não seja o caso de você ir lá, sendo bem sincera. Mas quem curte comer num lugar em que comida é tratada como arte, principalmente no quesito sabor, precisa visitar o novo espaço!

Para fechar o menu, todo restaurante bom que se preza deve ter opções interessantes de sobremesa, certo? Afinal, uma refeição precisa terminar em açúcar. Do contrário, o humor não é o mesmo e a ansiedade atinge níveis insuportáveis.

Com vocês: Caixinha Surpresa de Bolo de Rolo e Sorvete, Profiteroles de Café e Cartola Crumble.

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Agora, outro ângulo:

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Roccia – Cozinha Contemporânea
Av. Cabo Branco, 4542 – Hotel Cabo Branco Atlântico, João Pessoa.
(83) 8827-7480

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Almoço de domingo: Camarão ao Curry, Salmão Assado e Rocambole de chocolate com sorvete

Por Carol Marques

Difícil dizer se gosto mais de comer ou cozinhar (juro, gente!). Porém de uma coisa tenho certeza: desenvolvi uma certa habilidade na cozinha com a única – e egocêntrica – finalidade de me nutrir com dignidade e felicidade plena. Sempre que quisesse e o que quisesse.

Não, não virei nenhuma dominadora de forno e fogão, mas posso dizer que desenrolo direitinho o que escolho preparar e pareço agradar os que são servidos (alguém confirma aí, por favor). Mas o fato é que atualmente poucas são as ocasiões em que arrumo tempo e disposição pra testar novas receitas ou aperfeiçoar as que já foram aprovadas.

Neste domingo, ainda na vibe recolhimento & tranquilidade do fim de semana (coisa rara nos últimos anos), resolvi testar dois novos pratos: Camarão ao Curry e Salmão ao Forno com Pimentões. Adaptei ao meu gosto receitas que encontrei em sites de culinária e de programas do GNT, como os de Jamie Oliver e Claude Troigros.

Os camarões foram temperados com sal, pimenta do reino e um pouquinho de suco de limão; e salteados no azeite rapidamente (até ficarem rosados). Depois preparei o molho com cebola picada e alho amassado, refogados no azeite, um pouco de conhaque, água, curry, creme de leite e requeijão. Toda atenção ao curry é pouca. Embora sensacional quando colocado na medida certa, ele em excesso pode tornar o prato insuportável para paladares mais conservadores. Juntei os camarões ao molho e deixei cozinhar. Agora aprecie o resultado mais de perto:

Já o salmão temperei meia hora antes de assar com suco de limão, azeite, pimenta do reino e sal. Depois acrescentei pimentões vermelhos e amarelos, e levei ao forno, com a pele do salmão virada pra cima.

A dica é acionar o grill do forno no final, para que a capa se solte. Prato super fácil, saudável, elegante, saboroso; só vantagens! De acompanhamento para os dois, somente fusilli  tricolor puxado na manteiga. Se você tiver em casa, rola lambuzar um pouquinho no molho pesto.

 Depois de me esbaldar com as delícias salgadas, resolvi preparar algo rápido como sobremesa. Quem não conhece o rocambole de chocolate da Casa do Sertão certamente está alienado em matéria de preciosidades doces da capital paraibana. Gente, pelamordedeus, aquilo merece um Nobel da Gastronomia Popular. Para melhorar o imelhorável, aqueci uma fatia e juntei com sorvete de creme (bem no estilo petit gâteau) e um moranguinho pra dar o charme. E aí, servidos?

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Na estrada: Costela de Tambaqui, no Banzeiro, em Manaus

Meu prato!

por Carol Marques

Um roteiro gastronômico na Amazônia é certeza de peixe, claro!

No entanto, o que descobri na viagem que acabei de fazer pra lá é que a surpresa fica nos tipos e nos preparos. Há um mar rio de opções e pra quem quer pescar sabores da melhor qualidade na área urbana a dica é o restaurante Banzeiro. Só um parêntese: banzeiro é a sucessão de ondas causadas por uma embarcação. Nos passeios pelos igarapés, é só no que se fala.

Voltando ao paraíso dos peixes… como era a primeira vez, pedi a especialidade da casa: costela de tambaqui frita. Não, não é somente peixe frito. É de fato algo muito melhor! Incrivelmente saborosas, as costelinhas têm carne branquinha, macia e uma gordurinha de abrir qualquer apetite, envoltas numa capa crocante que só me fazia pensar numa coisa: “por que não tem isso onde eu moro??!!”.

Para os amantes da pimenta, há um molhinho picante de tucupi que fica sobre a mesa. Vale a pena provar!

O prato com quatro costelas serve bem duas pessoas e vem acompanhado de baião de dois, vinagrete, banana pacovan frita e farofa. Guarnições extremamente populares na região, mas que lá têm um gosto um tantinho mais sofisticado. Não surpreende o Banzeiro ser bicampeão na categoria Melhor Brasileiro/Regional na Veja Comer & Beber de Manaus e ainda ter ganho na edição 2011/2012 como a Melhor Costela de Tambaqui encontrada na cidade.

Depois de raspar o prato principal, provei duas sobremesas: Duetto, mousse de chocolate e cupuaçu, e Banana do Banzeiro, um bolo de banana com creme branco e açúcar caramelizado. As duas estavam boas, mas doces demais até para uma doçólatra como eu.

Duetto, mousse de cupuaçu com chocolate

 

Banana do Banzeiro, bolo com banana, creme branco e açúcar caramelizado

Embora todo o resto seja temperado na medida certa, o sal se pronuncia um pouco além do ponto na conta. R$93,90 pelas costelinhas para duas pessoas.

Arrependimento? Qué isso! Não vejo a hora de voltar!

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.