Sobremesas

Na Estrada: Moustache Coffee House, em Porto

Um dos ambientes do Moustache (foto da fan page da cafeteria)

por Ricardo Oliveira

Para terminar as dicas portuguesas, fica uma rapidinha. Para quem estiver de passagem pela belíssima Porto, a dica não é só conhecer os vinhos, mas um café sensacional. O Moustache Coffee House fica perto da reitoria da Universidade do Porto, uma região bem conhecida. Aliás, vizinho tem um outlet da Pull & Bear, que vale a pena conhecer.

O Moustache tem um clima lúdico e moderno. Lúdico pelo bom humor e a decoração cheia de espelhos, fazendo o lugar se ampliar e, ao mesmo tempo, criar um clima surreal (de leve, ainda tem imagens de Salvador Dali pelo ambiente). Moderno, porque está em prédio antigo, cercada de igrejas históricas seculares, com janelas que preservam a arquitetura histórica do prédio, mas com poltronas e detalhes do interior em outro clima.

O clima é agradabilíssimo, o espresso também e essa torta que tem chocolate, crocante, red velvet e doce de leite…nem se fala.

Uma incrível torta, de jeitinho “brasileiro”, com chocolate, crocante, red velvet e doce de leite. Já falei incrível?

A decoração bem-humorada do lugar.

Detalhes da decoração e o blogueiro feliz com a descoberta.


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Moustache Coffee House
Praça Carlos Alberto, n.º 104 , Porto

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Na estrada: doces de Portugal ou a terra das pastelarias do “fabrico próprio”

A brisa portuguesa, com certeza...

A brisa…

por Ricardo Oliveira

Os portugueses não são apenas bons de doce. Eles são bons de dar nome aos doces. Preciso pesquisar, mas a princípio parece não fazer sentido. Travesseiro, seminarista, brisa. A curiosidade é atingida não apenas pelo visual incrível (tem cara de açúcar), mas também por esses nomes peculiares, cheios de possibilidades religiosas, fluviais ou caseiras.

E todo mundo diz que doce português tem muito ovo. É tudo feito de ovo! Absurdo, disse a amiga brasileira Aline, que me acompanhou pelas ruas de Lisboa no começo de dezembro. Seu esposo, o português David, tinha defendido com vigor e ela me repassou: mas todo doce é feito com ovo! É assim, para o português. Todo doce vai ter um amarelinho. Aquele creme de padaria/pastelaria que a gente conhece aqui no Brasil numa textura mais gelatinosa, geralmente presente nos pães doces. É outra coisa.

Tudo por lá, ou ao menos o que me chamou mais atenção, é feito com massa folhada e o tal creme de ovo. E é tudo incrível, especialmente por serem doces grandes – sim, lembre-se que você está lendo um relato não apenas magalinesco, mas formiguístico. A porção individual é generosa em tamanho, mas por causa da massa não pesa muito.

Passei por outros lugares do velho continente, mas só em Porto e Lisboa consegui provar grande variedade. A conta por lá é menos salgada, com o perdão do trocadilho. A tradição das pastelarias (padarias) portuguesas é incrível. Toda esquina tem uma e isso faz o custo baixar. Em todas elas está escrito:

“Fabrico próprio”, indicando que aquele lugar produz os próprios doces.

Numa delas, me deparo com a mesma inscrição de sempre, com um detalhe a mais, logo abaixo:

“Consigo, desde 1895″.

De pronto, desorientado e brasileiro, em pensamento parabenizo o dono do lugar:

- Parabéns por conseguir fazer doces desde o século 19.

 

A brisa portuguesa, na visão "interna"

A brisa portuguesa, na visão “interna”

Uma torta "são alguma coisa"...

Uma torta “são alguma coisa”…

O seminarista – mais rápido, feito para tomar com um cafezinho.

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Epic Food Fights 01: BK Mix VS. McFlurry – façam suas apostas

Por Ricardo Oliveira

Nos ringues gastronômicos do mundo, que vão muito além das disputas dos reality shows de chefes, a coisa é sempre intensa. Kit Kat ou Twix? Temaki frio ou quente? Suco de laranja com morango ou tangerina com morango? Na dúvida, os mais afoitos pelas alegrias proporcionadas pelas opções sempre ficam com as duas. Apesar de não gostar de comer algumas coisas, quando as duas opções são boas, não sou separatista.

Uma batalha nova, porém, chamou atenção: BK Mix e McFlurry. Depois de bastante tempo de clara dominação do excelente McFlurry no mundo dos sorvetes de fastfood, a marca “americobrasileira” Burguer King (sim, os donos da empresa são brazucas) veio cutucar a onça. Vejamos, é isso que temos de opções do McFlurry, atualmente:

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Roccia – contemporâneo que não encanta só os olhos

Por Carol Marques

Hoje falo de uma agradável surpresa que desembarcou no extremo oriente no finalzinho de janeiro! Tive o prazer – um caldeirão cheio dele! – de ir ao almoço que o novo restaurante Roccia realizou para se apresentar à imprensa. A expectativa já era das melhores, pois sempre achei de muita qualidade o buffet da Casa Roccia, salão de recepções do mesmo dono – o admirável Onildo, que é também é chef e assina o fantástico cardápio.

Mas o local ainda conseguiu surpreender, em meio a tantos restaurantes decepcionantes abertos em JP nos últimos meses, que capricham na decoração, no conceito e até no design do cardápio – algo que me encanta e pauta para outro post -, mas pecam justamente na hora em que entram em cena as facas, o fogo e a sutileza dos temperos. Roccia não, ou pelo menos não no primeiro encontro.

Mas vamos aos pratos. Opa, antes faço questão de garantir: o sabor foi tão apetitoso quanto a apresentação sugere, você tem a minha palavra. Melhor do que descrever é mostrar fotos:

Couvert:

Grissinis, manteiga aromatizada com ervas, pérolas de frutas secas com queijo gorgonzola e pó de bacon, poá de bacalhau com azeitonas negras e lâminas de amêndoas.

Foto: Estilo Voilà

Entradas:

Ceviche de Atum ao Leite de Tigre

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Bolinho de Feijão Verde Recheado com Carne de Sol, Natas e Vinagrete

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Pratos principais:

Lagosta Grelhada com Risoto de Abacaxi e Gruyère e Torteline de Ossobuco ao Molho de Vinho do Porto (só lembrei da foto após a primeira garfada! rs).

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E o melhor de todos, Carré de Cordeiro em Crosta de Ervas com Purê de Batata Doce:

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 Nesta hora, você pode estar pensando que não gosta muito dessa história de cozinha contemporânea, com “porções pra passarinho” e ingredientes exóticos. Ok, ok, tudo bem… se é assim, talvez não seja o caso de você ir lá, sendo bem sincera. Mas quem curte comer num lugar em que comida é tratada como arte, principalmente no quesito sabor, precisa visitar o novo espaço!

Para fechar o menu, todo restaurante bom que se preza deve ter opções interessantes de sobremesa, certo? Afinal, uma refeição precisa terminar em açúcar. Do contrário, o humor não é o mesmo e a ansiedade atinge níveis insuportáveis.

Com vocês: Caixinha Surpresa de Bolo de Rolo e Sorvete, Profiteroles de Café e Cartola Crumble.

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Agora, outro ângulo:

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Roccia – Cozinha Contemporânea
Av. Cabo Branco, 4542 – Hotel Cabo Branco Atlântico, João Pessoa.
(83) 8827-7480

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Veludo vermelho – arroubos de paixão por um cupcake corado

Por Carol Marques

Você tem uma diversidade pecaminosa de cupcakes ao seu dispor. Se é uma chocólatra como eu, por mais lindos e aparentemente apetitosos que os outros estejam, você não abre mão do sempre sedutor chocolate, certo? O máximo de variação que se permite é ficar com o de Nutella.

Mas às vezes o universo conspira e calha de você estar com um amigo que insiste: “prova antes o Red Velvet!”. Engolindo a resistência com certa frustração, você topa degustar o clássico americano, sem muita expectativa.

Ahn!

Eis que a melhor surpresa doce das suas últimas décadas gastronômicas se revela! o bolo corado de vermelho – a massa não leva morango, calouros! – com recheio de chocolate branco e cobertura de cream cheese não tem a cor da paixão à toa. Combinação perfeita que oferece um prazer extasiante às papilas gustativas – enganou-se quem achava que apenas o derivado do cacau era capaz disso.

A gostosura em pauta foi descoberta no Empório Cookies, um lugar que merece a visita dos pessoenses, assim como de todos os tarados por doce que pisarem na cidade. Mimosamente decorado, o ambiente torna ainda mais agradável o já tão sublime momento de açucarar o paladar. Tenho tido sonhos acordada desde então e fortes desejos durante a semana. Se isso não é amor, eu realmente não entendo coisa alguma desse sentimento encantado.

As diversas opções de cupcakes...

As diversas opções de cupcakes…

Fotos: Ricardo Oliveira

Fotos: Ricardo Oliveira

 

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Camarão Mediterrâneo e Mar Negro no Marítimos

Por Carol Marques

Sempre abro um sorriso largo quando a decisão entre amigos ou na família é comer no Marítimos. Frequento o restaurante desde a abertura, inclusive estava na première, e adoro o local mesmo quando o atendimento não satisfaz, a demora é grande ou o ambiente está muito frio. Adoro, adoro, adoro. Num desses dias felizes, estava com uma amiga e provei um prato que ainda não conhecia: o Camarão Mediterrâneo.

Embora não seja muito fã de limão, arrisquei provar acreditando que a equipe do Marítimos não passaria do ponto ao espremer o siciliano. Sorte minha ter confiado. O prato veio impecável. Molho cremoso, sabor suave, mas marcante, e camarões rígidos, mas não borrachudos. Vieram acompanhados de arroz com brócolis legítimo – daqueles que têm soltura e umidade perfeitas, e um verde fresquinho que te dá saúde só de olhar -, além de batatas fritas. Quentinhas, sequinhas e fritas em óleo novo, o que muda tudo.

Para manter o nível de satisfação do paladar, depois de raspar o prato, mergulhei de boca aberta no Mar Negro. E, embora minha sobremesa preferida do Marítimos seja outra (depois faço post sobre ela), tenho que admitir que esse brownie com sorvete de creme, chocolate derretido e castanhas moídas é um pedaço do Éden que pode ser desfrutado de colher.

 

 

Recomendo, muito, sempre. Se acontecer, por motivos incompreensíveis, de você não se deslumbrar à primeira vista, INSISTA, essa paixão vale a pena!

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.