Sobremesas

Curtinhas: milk shake e sorvetes

Registros improvisados da Amore Di Latti

Entre sorvetes…


- Já conhecem a Amore Di Latti, certo?
Caso não, resolve isso logo, cara. É a gelateria (que, segundo Murilo Gun, é apenas o nome novo que deram pra o sorvete ser mais caro) que ficou no lugar da Parmalat no Manaíra Shopping. A vantagem é que ela não é cara, além de ser mais saborosa e “sensorial”, por assim dizer. Provei os sabores Nutella e Doce de Leite numa primeira visita (essa da foto). Vale muito a pena, mas aviso às formigas que são sorvetes mais suaves. Não espere do doce de leite todo aqueeeele açúcar. Pelo estilo (e nome) da casa, o foco está mesmo em valorizar o leite – e o trato com o gelato será diferente das tradicionais Friberg ou GVictor’s da capital. O ambiente é romântico, cheio de cuidado aos detalhes e o preço do sorvete de duas bolas, com calda, é R$ 5. A Amore Di Latti também oferece sobremesas que me deixaram curioso e doido pra voltar mais vezes.

Qual o plural de milk shake?

…e milk shakes


- O Bob’s fechou parceria com a Nestlé
e me fez brilhar os olhos: meu chocolate preferido virou milk shake na casa de sanduíches que é mais famosa por seu tradicional shake de Ovomaltine do que pelos sanduíches. Fiz o meu pedido e já fiquei empolgado: sorvete de baunilha com calda de caramelo E de chocolate, com amendoim. Pois bem, a mistura das duas caldas com o sorvete fica sensacional (o chocolate fica ao fundo e a de caramelo nas laterais do copo), mas o amendoim meio que estraga o momento. E, veja, sou fã de amendoim. O erro é porque ele não combina muito com uma bebida, certo? A crocância de um ovomaltine até que vai, por ser menor e meio que se dissolver na boca. Mas, nesse caso, não funcionou.

- Dia desses deu uma vontade de tomar um shake de café depois do almoço. Fui direto ao saboroso franccino do Fran’s Café, que estava em falta. Fui ao drive do Habib’s checar seu frapê e tive que dar ré (bizarro), porque ainda estava fechado. Foi no dia seguinte que, indo pagar uma conta no Extra, lembrei que lá tem um quiosque do Grão Espresso e que talvez tivessem um shake cafeinesco para minha alegria. E têm. O tal “Capuccino Ice” (esse da foto acima) deixa o franccino no chinelo e, pela lembrança que tenho, até frapuccino do Starbucks fica um pouco pra trás. Bem cremoso, caprichado na calda e até uma pitadinha bem de leve, no ponto, de canela. A cafeteria ainda oferece o “Chocolate Ice” e “Banana Ice”, sem café. O melhor? A bagatela de R$ 5,50 por 300 ml. Lembrando que no Fran’s são 500 ml por R$ 10, também com ótimo sabor.

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Na Estrada: Entre Amigos – O Bode, em Recife

Por Carol Marques

Fim de semana em Recife, retornei a um lugar que já conhecia, mas cujos detalhes haviam me escapado: o famoso Entre Amigos, o Bode. E pra contrariar, como eu adoro, já começo comentando algo que não tem nada a ver com caprino, mas que é o meu destaque neste post.

Falo do petisco que saboreei como entrada, o Espetinho de Camarão. Intercalado com queijo, é provavelmente o empanado mais saboroso que já comi na vida. Camarões grandes selecionados e levemente rosados, cubos de queijo macio e derretido, tudo junto e misturado, frito na medida certa e servido numa porção generosa. Olhe e deseje:

Pra não dizer que não falei do animal cultuado no recinto, esse resistente mamífero que tem também seu lado gourmand, diga-se de passagem, já que come até cactos, meu prato principal foi o Filé de Costela de Bode Assado, que é uma delícia, mas não posso chamar de inesquecível. Vem com os acompanhamentos tradicionais da culinária nordestina: arroz branco, feijão, paçoca, macaxeira, pirão de queijo.Tudo muito bom, nada fenomenal, insisto.

 

Para fechar, uma fatia de Torta Reprise, já que o domingo era de todos os excessos tirando o atraso de tantos almoços sem doce. E foi aquela torta correta, confeitada com elegância e simplicidade, e de sabor normal, nada mais do que isso. Mas chocolate, mesmo quando é normal, é coisa de Deus. Então posso dizer que saí satisfeita da vida.

Mas, amigo bom garfo, não se desanime com meus comentários mornos a respeito do bodinho. Vá ao local sem hesitar. O cardápio é enorme. Há dezenas de opções de preparo pro caprino, de entradas, de petiscos, de sobremesas. Certamente você descobrirá outras delícias que não tive a oportunidade de provar. E o ambiente é ótimo para tomar uma cervejinha ou almoçar com a família.

Uma última colher de sinceridade… eu mudaria a música. Pode me chamar de preciosista, mas violino – ao vivo – tocando “La Vie en Rose” num bar/restaurante regional não é o que eu chamo de experiência completa. Tudo bem, foi broxante de novo, né? Não presta muita atenção. Lê de novo meu comentário sobre o camarão e coloca no seu roteiro gastronômico recifense. Você vai se sentir feliz por um dia ter lido este post.

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Sobre tortas de limão e bipolaridades gastronômicas

A apresentação diferenciada...

por Ricardo Oliveira

Quem já foi mais de uma vez ao Fran’s Café de João Pessoa sabe que ele é meio “de lua”.

Tem dia que o sanduíche australiano de lá está impecável…noutro, faltou mais carinho no preparo. Há dias que o café vem bem quente, não esfriando rapidamente com o arcondicionado…noutro, faltou deixar a máquina caprichar na temperatura.

Assim, já vi gente que foi e odiou a comida, assim como outros amigos e amigas que se achegaram por lá e curtiram demais. Carol tem história pra contar, em breve. Eu, nunca tive problemas com o que pedi, mas por já acompanhar outros amigos que repetiram a viagem, “atesto” a bipolaridade gastronômica.

Em março eu dei uma passada por lá e segui um ritual importante que aprendi com o amigo Alê Gustavo: pedir a torta de limão. A história dele começa lá em Piratininga, onde vive, com uma tortinha famosa que merece post à parte. Mas como torta de limão também é um hobby magalinesco da minha pessoa, sempre sigo o conselho de Alê.

Já provei, que me lembre, no São Braz Coffee Shop, no restaurante La Gula (outro evento especial que merece destaque futuro), no café Vienna (em São Paulo), na padoca do Morilha (em Piratininga) e no Fran’s Café. Sim, daquela vez em março.

...conta muito, sempre.

Na época, saí de lá convicto de que era a melhor torta de limão que já tinha provado. Ela era simples, mas com pequenos detalhes que faziam uma diferença danada: massa de biscoito tradicional, mousse de limão tradicional…mas um glacê com raspas de limão por cima e caramelo no prato.

O-caramelo-muda-tudo. E o glacê também.

Há lugares que investem num suspiro por cima que também reverte o quadro, mas o excesso de doce não agrada a todos.

Na segunda prova do Fran’s, no último sábado, continuei satisfeito – mas o brilho diminuiu. A apresentação mudou: agora vem uma bolinha de glacê ao lado (fotos acima) com alguma outra coisinha por lá que não consegui detectar, mas dava um efeito ótimo na degustação. Talvez a mudança na experiência tenha sido um encanto inicial, devido à surpresa. O registro de março foi esse, no Instagram:

A tortinha do Fran's Café em março

Considerando que acertar a mousse de limão da torta seja o mais básico, pra mim o grande diferencial está em quem acerta a massa de biscoito. Não é fácil, pelo que sei. Envolve conseguir crocância, somada ao desmanchar adequado e nada muito amanteigado. O Fran’s, além de se diferenciar com o glacê e caramelo, acerta nisso e outro lugar que também honra a causa das tortas com massa de biscoito é o restaurante La Gula. Lá, por sinal, o corte é hiper generoso e serve até duas pessoas. Em ambos os lugares, a fatia fica na faixa dos 9 reais.

***

Depois das tortas de chocolate, são as de limão que me fazem salivar mais. O bacana foi descobrir que no balcão há outras tortas não listadas no cardápio e tem uma tal de chocolate com caramelo e amendoim que me interessa de sábado até agora, sem pausas. Se você conhece alguma especial, compartilha aí nos comentários…espaço todo seu ;)


Fran’s Café
Avenida General Edson Ramalho, 890,
Loja 108,  Manaíra.

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Almoço de domingo: Camarão ao Curry, Salmão Assado e Rocambole de chocolate com sorvete

Por Carol Marques

Difícil dizer se gosto mais de comer ou cozinhar (juro, gente!). Porém de uma coisa tenho certeza: desenvolvi uma certa habilidade na cozinha com a única – e egocêntrica – finalidade de me nutrir com dignidade e felicidade plena. Sempre que quisesse e o que quisesse.

Não, não virei nenhuma dominadora de forno e fogão, mas posso dizer que desenrolo direitinho o que escolho preparar e pareço agradar os que são servidos (alguém confirma aí, por favor). Mas o fato é que atualmente poucas são as ocasiões em que arrumo tempo e disposição pra testar novas receitas ou aperfeiçoar as que já foram aprovadas.

Neste domingo, ainda na vibe recolhimento & tranquilidade do fim de semana (coisa rara nos últimos anos), resolvi testar dois novos pratos: Camarão ao Curry e Salmão ao Forno com Pimentões. Adaptei ao meu gosto receitas que encontrei em sites de culinária e de programas do GNT, como os de Jamie Oliver e Claude Troigros.

Os camarões foram temperados com sal, pimenta do reino e um pouquinho de suco de limão; e salteados no azeite rapidamente (até ficarem rosados). Depois preparei o molho com cebola picada e alho amassado, refogados no azeite, um pouco de conhaque, água, curry, creme de leite e requeijão. Toda atenção ao curry é pouca. Embora sensacional quando colocado na medida certa, ele em excesso pode tornar o prato insuportável para paladares mais conservadores. Juntei os camarões ao molho e deixei cozinhar. Agora aprecie o resultado mais de perto:

Já o salmão temperei meia hora antes de assar com suco de limão, azeite, pimenta do reino e sal. Depois acrescentei pimentões vermelhos e amarelos, e levei ao forno, com a pele do salmão virada pra cima.

A dica é acionar o grill do forno no final, para que a capa se solte. Prato super fácil, saudável, elegante, saboroso; só vantagens! De acompanhamento para os dois, somente fusilli  tricolor puxado na manteiga. Se você tiver em casa, rola lambuzar um pouquinho no molho pesto.

 Depois de me esbaldar com as delícias salgadas, resolvi preparar algo rápido como sobremesa. Quem não conhece o rocambole de chocolate da Casa do Sertão certamente está alienado em matéria de preciosidades doces da capital paraibana. Gente, pelamordedeus, aquilo merece um Nobel da Gastronomia Popular. Para melhorar o imelhorável, aqueci uma fatia e juntei com sorvete de creme (bem no estilo petit gâteau) e um moranguinho pra dar o charme. E aí, servidos?

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O que vocês faz quando chega em casa e tem um prato de cocada disponível?

por Ricardo Oliveira

Tá bonito assim?

...e assim de mais perto?

Opções:

a) Dá uma de Carol Marques e diz que não vai comer nada, porque está de dieta.
b) Come só dois pedacinhos, pra não dizer que você cuida de blog de gordice na web.
c) Acaba com a metade da bandeja, porque gordo só faz gordice.
d) Xinga o blogueiro canalha que postou isso depois do almoço.

Bem tostadinha, receita tradicional, feita com leite condensado e (acho) que nada mais. É de morrer, sério. Beijo, mãe.

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Quem gosta de gordices de milho?

por Ricardo Oliveira

Cheguei em casa e a temporada junina trouxe pequenas gordices pra quem gosta das alegrias magalinescas dessa temporada. Pamonha e bolo de milho é comigo mesmo. Salve, dona Cris!

Sim, tudo feito em casa, com uma mão de milho (ou um abraço, já que medida da mão só é válida para os extintos vikings). Isso aí com café e um pedaço de queijo coalho é muita gordice pra uma pessoa só.

As rainhas, pamonhas...

Bolos e canjicas brilham

E o bolo pé-de-moleque, que leva massa de mandioca, café, chocolate, canela, cravo e castanhas?

Uma visão geral da alegria magalinesca

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Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.