Na estrada: Costela de Tambaqui, no Banzeiro, em Manaus

Meu prato!

por Carol Marques

Um roteiro gastronômico na Amazônia é certeza de peixe, claro!

No entanto, o que descobri na viagem que acabei de fazer pra lá é que a surpresa fica nos tipos e nos preparos. Há um mar rio de opções e pra quem quer pescar sabores da melhor qualidade na área urbana a dica é o restaurante Banzeiro. Só um parêntese: banzeiro é a sucessão de ondas causadas por uma embarcação. Nos passeios pelos igarapés, é só no que se fala.

Voltando ao paraíso dos peixes… como era a primeira vez, pedi a especialidade da casa: costela de tambaqui frita. Não, não é somente peixe frito. É de fato algo muito melhor! Incrivelmente saborosas, as costelinhas têm carne branquinha, macia e uma gordurinha de abrir qualquer apetite, envoltas numa capa crocante que só me fazia pensar numa coisa: “por que não tem isso onde eu moro??!!”.

Para os amantes da pimenta, há um molhinho picante de tucupi que fica sobre a mesa. Vale a pena provar!

O prato com quatro costelas serve bem duas pessoas e vem acompanhado de baião de dois, vinagrete, banana pacovan frita e farofa. Guarnições extremamente populares na região, mas que lá têm um gosto um tantinho mais sofisticado. Não surpreende o Banzeiro ser bicampeão na categoria Melhor Brasileiro/Regional na Veja Comer & Beber de Manaus e ainda ter ganho na edição 2011/2012 como a Melhor Costela de Tambaqui encontrada na cidade.

Depois de raspar o prato principal, provei duas sobremesas: Duetto, mousse de chocolate e cupuaçu, e Banana do Banzeiro, um bolo de banana com creme branco e açúcar caramelizado. As duas estavam boas, mas doces demais até para uma doçólatra como eu.

Duetto, mousse de cupuaçu com chocolate

 

Banana do Banzeiro, bolo com banana, creme branco e açúcar caramelizado

Embora todo o resto seja temperado na medida certa, o sal se pronuncia um pouco além do ponto na conta. R$93,90 pelas costelinhas para duas pessoas.

Arrependimento? Qué isso! Não vejo a hora de voltar!

4 Comments

    • Não provei, Krystine! Você é a segunda pessoa que fala dele!! Fica pra próxima! ;)

  1. Esse bolo de banana aí me deixou tenso. Quero muito.

    • kkkkkk Pois é, Ricardo! Mas eu não me esqueço é das costelas. rs

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.