Posts Tagged "doces"

Na estrada: doces de Portugal ou a terra das pastelarias do “fabrico próprio”

A brisa portuguesa, com certeza...

A brisa…

por Ricardo Oliveira

Os portugueses não são apenas bons de doce. Eles são bons de dar nome aos doces. Preciso pesquisar, mas a princípio parece não fazer sentido. Travesseiro, seminarista, brisa. A curiosidade é atingida não apenas pelo visual incrível (tem cara de açúcar), mas também por esses nomes peculiares, cheios de possibilidades religiosas, fluviais ou caseiras.

E todo mundo diz que doce português tem muito ovo. É tudo feito de ovo! Absurdo, disse a amiga brasileira Aline, que me acompanhou pelas ruas de Lisboa no começo de dezembro. Seu esposo, o português David, tinha defendido com vigor e ela me repassou: mas todo doce é feito com ovo! É assim, para o português. Todo doce vai ter um amarelinho. Aquele creme de padaria/pastelaria que a gente conhece aqui no Brasil numa textura mais gelatinosa, geralmente presente nos pães doces. É outra coisa.

Tudo por lá, ou ao menos o que me chamou mais atenção, é feito com massa folhada e o tal creme de ovo. E é tudo incrível, especialmente por serem doces grandes – sim, lembre-se que você está lendo um relato não apenas magalinesco, mas formiguístico. A porção individual é generosa em tamanho, mas por causa da massa não pesa muito.

Passei por outros lugares do velho continente, mas só em Porto e Lisboa consegui provar grande variedade. A conta por lá é menos salgada, com o perdão do trocadilho. A tradição das pastelarias (padarias) portuguesas é incrível. Toda esquina tem uma e isso faz o custo baixar. Em todas elas está escrito:

“Fabrico próprio”, indicando que aquele lugar produz os próprios doces.

Numa delas, me deparo com a mesma inscrição de sempre, com um detalhe a mais, logo abaixo:

“Consigo, desde 1895″.

De pronto, desorientado e brasileiro, em pensamento parabenizo o dono do lugar:

- Parabéns por conseguir fazer doces desde o século 19.

 

A brisa portuguesa, na visão "interna"

A brisa portuguesa, na visão “interna”

Uma torta "são alguma coisa"...

Uma torta “são alguma coisa”…

O seminarista – mais rápido, feito para tomar com um cafezinho.

Read More

Veludo vermelho – arroubos de paixão por um cupcake corado

Por Carol Marques

Você tem uma diversidade pecaminosa de cupcakes ao seu dispor. Se é uma chocólatra como eu, por mais lindos e aparentemente apetitosos que os outros estejam, você não abre mão do sempre sedutor chocolate, certo? O máximo de variação que se permite é ficar com o de Nutella.

Mas às vezes o universo conspira e calha de você estar com um amigo que insiste: “prova antes o Red Velvet!”. Engolindo a resistência com certa frustração, você topa degustar o clássico americano, sem muita expectativa.

Ahn!

Eis que a melhor surpresa doce das suas últimas décadas gastronômicas se revela! o bolo corado de vermelho – a massa não leva morango, calouros! – com recheio de chocolate branco e cobertura de cream cheese não tem a cor da paixão à toa. Combinação perfeita que oferece um prazer extasiante às papilas gustativas – enganou-se quem achava que apenas o derivado do cacau era capaz disso.

A gostosura em pauta foi descoberta no Empório Cookies, um lugar que merece a visita dos pessoenses, assim como de todos os tarados por doce que pisarem na cidade. Mimosamente decorado, o ambiente torna ainda mais agradável o já tão sublime momento de açucarar o paladar. Tenho tido sonhos acordada desde então e fortes desejos durante a semana. Se isso não é amor, eu realmente não entendo coisa alguma desse sentimento encantado.

As diversas opções de cupcakes...

As diversas opções de cupcakes…

Fotos: Ricardo Oliveira

Fotos: Ricardo Oliveira

 

Read More

O que vocês faz quando chega em casa e tem um prato de cocada disponível?

por Ricardo Oliveira

Tá bonito assim?

...e assim de mais perto?

Opções:

a) Dá uma de Carol Marques e diz que não vai comer nada, porque está de dieta.
b) Come só dois pedacinhos, pra não dizer que você cuida de blog de gordice na web.
c) Acaba com a metade da bandeja, porque gordo só faz gordice.
d) Xinga o blogueiro canalha que postou isso depois do almoço.

Bem tostadinha, receita tradicional, feita com leite condensado e (acho) que nada mais. É de morrer, sério. Beijo, mãe.

Read More

Sobre

Magali com Cebolinhas é um caderno de pequenas gordices, descobertas e felicidades gastronômicas. Sem especialistas, o blog é formado por gente que gosta de comer - e isso é o bastante. Saiba a origem do nome do blog aqui. magali@diversita.com.br

Carol Marques


Carol Marques sempre teve cara de Luluzinha, mas tem apetite de Magali. Nunca dispensa a sobremesa e está sempre em busca do lugar perfeito para comer bem.

Ricardo Oliveira


Ricardo Oliveira é cinéfilo e formiga. Para ele, tudo que pode deve ter bastante açúcar: café, suco e até os doces devem ser bem doces. É do tipo que passa mal de alegria quando descobre uma nova sobremesa perfeita.